Como ocorre o monitoramento e a transmissão de dados de consumo hídrico?

Em um mundo cada vez mais ágil, digital e consciente da urgência climática, ter um controle preciso e em tempo real do consumo de água — o recurso mais essencial à vida — deixou de ser opcional: é indispensável.

Por muito tempo não houve grande preocupações com a qualidade da água de consumo, muito menos com a mensuração do quanto é utilizada. No Brasil, leis como a Lei Federal nº 13.312/2016 e o Novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020) estabeleceram a obrigatoriedade de medição individualizada em novos condomínios, visando a sustentabilidade e a cobrança justa, algo que não acontecia com regularidade desde então.
Desta forma, o hidrômetro que conhecemos, do tipo mecânico começou a se popularizar em grandes centros urbanos, onde cada residência tem pelo menos um, incluindo em condomínios horizontais e verticais. Isso é essencialmente bom, pois traz uma granulação com um controle melhor do consumo e uma cobrança mais justa.
O problema dos hidrômetros mecânicos
Os hidrômetros mecânicos são soluções eficientes para monitorar o consumo de água em setores específicos, como residências ou áreas de uma planta industrial. O único porém é que exigem leitura manual.
Isso implica, no exemplo da indústria, a necessidade de demandar uma pessoa um dia inteiro para mensurar e analisar o consumo de água, principalmente se for uma empresa grande. Algo que custa tempo, dinheiro e energia. E mais do que isso, essa mensuração manual só pode ser viável se ocorrer mensalmente — tempo demasiado se estiver rolando algum tipo de vazamento.

Como corrigir e automatizar esse processo?
Para evitar vazamentos ocorrendo por longo períodos é necessário uma mensuração em um curto espaço de tempo, algo como de hora em hora. A notícia boa? Isso é possível!
Hoje, com a chamada IoT — ou Internet das Coisas — é possível monitorar e controlar diversos elementos do dia a dia de forma precisa e conectada. Um exemplo disso é a visualização remota e em tempo real de hidrômetros.
Com os hidrômetros mecânicos de saída pulsada, é possível acoplar um dispositivo que contará esses pulso e transmitirá para uma plataforma.

Um hidrômetro com saída pulsada emite sinais elétricos conforme um fator de conversão — por exemplo, 1 pulso por litro, 10 litros por pulso, 100 litros por pulso, entre outros. Com um dispositivo como o transmissor da Yágua, esses pulsos são captados, acumulados e transmitidos para a plataforma Lyum.

Como funciona a transmissão?
O dispositivo Yágua se conecta as principais redes de comunicação móvel, aquelas utilizadas em smartphones para acesso a internet 4g e 5g. No caso, o protocolo utilizado é o CAT-M ou Nb-IoT, dependendo da operadora.
Outros dispositivos podem trabalhar com protocolo de baixo consumo para transmissão de longa distância (conhecidas como LPWAN) tais como LoRaWan, Sigfox e Zigbee, que permite a utilização de pequenas baterias, ajudando na portabilidade e facilidade de instalação.
Também é possível a utilização de comunicação mais robusta como o Bluetooth e Wi-Fi, mas que demandaria uma alimentação constante de eletricidade.

Casos de uso
O dispositivo pode ser acoplado a qualquer hidrômetro com saída pulsada, mas seu uso é especialmente comum em grandes indústrias. Nessas plantas encontra-se a setorização do consumo hídrico já estruturada com hidrômetros. Isso torna a implementação da solução da Yágua extremamente simples — um verdadeiro plug-and-play.

Isso permite a escalabilidade desde um ponto macro, como no hidrômetro de entrada de água e ou saída de poços, até avançando em uma setorização, fazendo o acompanhamento em tempo real e automatizado em cada ponto interno da empresa.
Escrito por Lucas Santos Rodrigues.
Revisado por Saulo Aislan da Silva Eleuterio.